terça-feira, 25 de abril de 2017

Aldeia Tuyuka - Manaus - Amazonas AM - Brasil

       


Álbum de fotos

Aldeia Tuyuka - Manaus - Amazonas AM - Brasil

Viagem Volta ao Mundo - Just Go #JustGo



Aldeia Tuyuka - Manaus - Amazonas AM - Brasil 
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Tuyuka


Os Tuyuka são gente da transformação, pois se originam da Cobra da Transformação. Única no início da viagem ancestral, a cobra, depois de alcançar o alto curso do rio de Leite (o Negro), se reproduz em várias outras, que tomam rumos distintos, seguindo pelos afluentes dos rios Negro e Uaupés. Os Tuyuka são os Filhos da Cobra de Pedra. No decorrer da viagem ancestral, esses povos e suas línguas se diferenciaram, alguns permaneceram como parentes entre si, enquanto outros se tornaram aliados.

Os Tuyuka são um dos povos da família linguística Tukano Oriental do Noroeste Amazônico, habitando a fronteira entre o Brasil e Colômbia.



Tuiúcas


Os tuiucas são um grupo indígena da família linguística tucana oriental que habita o noroeste do estado brasileiro do Amazonas, mais precisamente as áreas indígenas Alto Rio Negro, Médio Rio Negro I, Médio Rio Negro II, Pari Cachoeira I, Pari Cachoeira II, Pari Cachoeira III, Yauareté I e Yauareté II, além da Colômbia.
 Autodenominam-se Dokapuara, Utapinõmakãphõná ou Umerekopinõ. Utapinoponã significa "filhos da cobra de pedra". Sua população foi estimada em 815 no total: 350 na Colômbia e 465 no Brasil (SIL, 1995). Gravações nas pedras de muitas cachoeiras são evidências da ocupação humana da região do Alto Rio Negro desde 1200 anos a.C. Os primeiros contatos com os brancos (expedições portuguesas em busca de escravos e as missões dos jesuítas) aconteceram por volta do ano 1650.
 Cultivam mandioca (Manihot esculenta), batata (Ipomoea batatas), inhame (Dioscorea), taioba (Xanthosoma), pupunha (Bactris gasipaes), cacau, plátano, abacate (Persea americana), pimentas (aji) Capsicum, ananás (Ananas comosus), caju (Anacardium occidentale), manga (Mangifera indica), laranja e limão (Citrus × limon). Caçam anta (Tapirus terrestris), porco-do-mato (pecari) (Tayassu pecari), paca (Agouti paca) e jacarés (Caiman crocodilus).



Xamanismo


O xamanismo ou pajelança tuiuca envolve a crença de que os "pajés do universo" podem afligir os homens com doenças e trovão. Seus espíritos são representados pelas lagartas. Uma cerimônia é necessária para apaziguá-los através de benzimentos. Realizam cerimônias rituais periódicas (ciclo anual) que assumem três formas básicas: caxiris (festas com bebida fermentada - peyuru), dabucuris ou intercâmbio cerimonial, e os ritos de Yurupari envolvendo flautas sagradas, dos quais só participam os homens.
 Utilizam diversas plantas psicoativas: o caapi, Banisteriopsis caapi , que preparam em maceração a frio; munõ (cigarrão de tabaco – Nicotiana tabacum); o ipadu – Erythroxylum coca - que consomem comendo durante uma festa ritual (nascimento de crianças, cerimônia Tõkowi , o "ritual de dar o nome" - Yeriponá baseriwi e outros): as folhas, depois de secas e transformadas em um pó fino, são misturadas com folhas de embaúba torrada.
 A festa do Yurupari (Jurupari) é interpretada como uma afirmação da identidade, um rito de renascimento: os meninos ficam na posição fetal, bebem ayahuasca ou caapi, são chicoteados pelos kumú - os pajés mais sábios - para serem fortes e, depois, banhados no rio para representar a chegada dos ancestrais pela Anaconda, o Deus da Transformação, Pamuri Koamaku.



Tuyuka -- Utapinoponã


Autodenominação:Dokapuara ou Utapinõmakãphõná ou Umerekopinõ. Utapinoponã que significa filhos da cobra de pedra.

Outros Nomes: Dochkafuara, Tejuca, Tuyuka, Tuiuca, Dochkafuara, Doka-Poara e Doxká-Poárá.

População: SIL (1995): Total 815 (350 in Colombia, 465 in Brazil). Cabalzar (2006): Total 1.100 (570 na Colômbia). Ins. Ant: Total 1.163 (Brasil: 593; Colômbia: 570). Dsei/Foirn: Total 570 (1988), 825 (2005). Conforme Utãpinoponaye Basamori‚ 500 pessoas no Brasil e 500 na Colômbia (2003, pag. 62).
 População estimada do grupo de povos tukano orientais é 11,130 (ISA).

Língua: Tuyuka, do grupo Bara do Tucano Oriental. Todos falam uma segunda língua Tucano ou Waimaha (SIL). Na Colômbia Espanhol é usada nas escolas. Alfabetismo em Tuyuka é apenas 10%. Há dicionários, gramática e porções bíblicas (1994).

Localização: Na Colômbia: No alto rio Tiquié entre a Cachoeira Caruru e o povoado Trinidad, os povoados Bella Vista, Pupunha, o Alto Rio Pira-Paraná, o Alto Tí e o Caño Japu.

No Brasil, Fronteira, Cachoeira Comprida, Açai e São Pedro e nos igarapés Onça, Cabari e Abiyú (Cabalzar 2000).

Também nos rios Papuri e Inambu próximo à fronteira. Os últimos têm pouco contato com os Tuyuka no rio Tiquié e têm alguma diferencias linguísticas (Cabalzar 2000). Representados no Brasil pela mulheres casadas com outras etnias (ISA).

Um trecho do alto rio Tiquié e uma área de interflúvio entre os rios Tiquié e Papuri, drenada pelos igarapés Abiu e Inambu (Utãpinoponaye Basamori 2003.62).

Em quatro Terra Indígenas:

T. I. Alto Rio Negro, AM, de 7.999.380 ha, homologada e registrada no CRI e SPU, com 26.046 indígenas de 20 etnias (SIASI/SESAI/ISA 2013).

T. I. Rio Apapóris, AM, de 106.960 ha, homologada e registrada no CRI e SPU, com 206 indígenas de quatro etnias (FUNASA 2007).

T. I. Balaio, AM, de 257.281 ha, homologada e registrada no CRI, com 350 indígenas de 9 povos (FUNAI 2000).

T. I. Aldeia Beija Flor, AM, de 41 ha, Dominial Indígena, com uma população desconhecida de dez etnias.

História: A história dos povos tucanos é unida. As gravações nas pedras de muitas cachoeiras é evidencia da ocupação humana da região do Alto Rio Negro 1200 anos aC. Os Tukano já estava na região antes da descoberta e invasão europeia do Brasil em 1500 (Cabalzar 2006.57). O Tiquié possui marcas das histórias de origens, como as cavernas descritas na mitologia, a Casa do Inambu-Rei (Hã-Dey¡) e a Casa do Macura, onde os índios se esconderam da perseguição dos patrões. O primeiro contato do alto rio Negro com os brancos eram por objetos, como ferramentas, comerciadas por outros indígenas, seguidas pelas expedições portuguesas à busca de escravos e acompanhadas pelas missões dos jesuítas acerca 1650 (Cabalzar 2006.73). Epidemias de varíola e sarampo arrasaram a região entre 1740 e 1763. Os carmelitas eram os primeiros missionários na região e desenvolveram a coleta de produtos do mato pelos índios.

No século XIX os missionários católicos participaram na repressão dos índios, aumentada pelos regatões na exploração do extrativismo (Cabalzar 2006.84). Alguns povos podem ter participado dos movimentos dos profetas indígenas, Kamiko e Alexandre. Os Tukano enxergaram estes movimentos como uma vitória indígena sobre os brancos e tiveram cinco profetas próprios também no final do século XIX (Wright 2005.140ss, 153, 158)

Com a estabelecimento da Província do Amazonas em 1850 índios foram enviados a Manaus para trabalhar na construção das casas. Mais tarde 60.000 indígenas eram compelidos trabalhar na extração da borracha. Os franciscanos estabeleceram missões entre 1880-1888 e provocaram uma revolta por ridiculizar as crenças tucano e a festa de Jurupi. Os protestos dos índios fizeram com que foram expulsos, deixando os índios sofrer de novo patronagem por um sistema de escravidão de dívidas no começo do século XX (Cabalzar 2006.90).

A época dos salesianos começou em 1914 e durou até 1952, instalando missões em São Gabriel, Taracuá, Iauareté, Pari-Cachoeira, Santa Isabel e Assunção do Içana. Reduziram a exploração dos patrões, mas destruíram a cultura e as línguas indígenas por obrigar as crianças serem educados nos seus internatos, nos quais reinava só a língua portuguesa e uma disciplina rigorosa. Mandaram a destruição das malocas para substituí-las com casas de famílias nucleares e abandonar o ritual do Jurupari (Cabalzar 2006.95). Os salesianos só tinha influência no rio Içana depois 1950 e na época muitos Baniwa se converteram ao protestantismo, mas isso tinham pouco contato com os Tukano. Em 1979 o governo cortou os verbos escolares e os salesianos terminaram o regime dos internatos.

O Plano de Integração Nacional de 1970 incluiu a tentativa de construir a estrada BR-307 do Acre, lingando Benjamim Constante e São Gabriel da Cachoeira com Cucuí, na fronteira com a Venezuela. Só o último trecho foi construído. Em 1988 a nova Constituição deu direitos aos indígenas, mas levou uma década de luta política, com a formação das Associações indígenas dos rios, para conseguir a demarcação e homologação das Terras Indígenas do Médio rio Negro, Téa e Apapóris em abril 1998.

Aloísio e Flora Cabalzar trabalhou entre os Tuyuka por anos. Oficinas de música e dança étnica e um programa de alfabetismo na língua tuyuka eram realizados. A Escola Indígena Utapinopona-Tuyuka, na comunidade de São Pedro, a Terra Indígena Alto Rio Negro, está contribuindo para o desenvolvimento da educação indígena. Alunos de diversa etnias assistem as aulas, Tuyuka, Bara, Makuna e Tukuno. Oficinas em astronomia eram realizadas em 2006 (Cardoso 2007). Os alunos presentam seus trabalhos de conclusão de curso sobre diversos assuntos do seu interesse e relevantes ao seu ambiente (ISA). Duas oficinas realizadas pelo ISA em 2009 estudaram como a floresta se recupera depois um roçado é abandonado. O motivo era ensinar como a capoeira cresce e quais são os especies e métodos que interferem ou facilitam a recuperação da floresta.

Os Tuyuka na Colômbia pertencem a ONIC - Organización Nacional Indígena de Colômbia. Grupos indígenas Rio Tiquié da Colômbia e do Brasil vistaram suas regiões do rio em 2006 2008 e 2009 representando uns oito etnias, para conhecer os lugares de origem e os problemas do meio ambiente.

Os Tuyuka com os demais povos indígenas são envolvidos no Programa Rio Negro (PRN) que pretende criar as condições para um programa de desenvolvimento sustentável na Bacia do Rio Negro, que abrange as áreas na Colômbia e na Venezuela. Já completou a demarcação de cinco terras indígenas contíguas, somando 10.6 milhões de hectares. Uma primeira oficina de resgate das tradições religiosas Tuyuka foi realizada em Cachoeira Comprida, em abril de 2000, com a participação de rezadores (bayaroa) tuyuka e pessoas convidadas de outras aldeias da Colômbia e do Brasil. Os alunos da escola participaram. Outra oficina foi realizada em 2001.

Estilo de Vida: Os sibs tuyuka que são mais altos na hierarquia ancestral construem as malocas maiores, porque têm a mão de obra e a liderança mais efetiva. Antigamente as malocas podiam abrigar até doze fogos, quer dizer famílias nucleares. Os outros sibs constroem malocas menores chamadas de 'casa de jacaré' ou 'casa de pescador', com estruturas mais simples. O último estilo é comum no Brasil de grupos menos praticantes dos rituais. Hoje em dia esta malocas são usadas apenas para as cerimonias e os membros da comunidade moram em casa em redor, com escola e posto de saúde.

Os Tuyuka cultivam a mandioca brava, batata doce, inhame, mangará, cacau, banana, avocado, pimentas, abacaxi, manga, pés de caju, limão e laranja. Caçam anta, queixada, paca e jacaré. Colhem fruto da floresta e mojojoy.

Artesanato: Constroem canoas, redes de fibras de buriti, cestos urupema, e peneiras finas de talas de arumã para coar sumo de frutos.

Sociedade: Os Tuyuka são do grupo de 16 povos Tukano Orientais na região da fronteira Brasil-Colômbia, no alto rio Negro: Tukano, Desana, Tuyuka, Wanano, Bará, Pira-Tupuya e Mirití-Tupuya, Arapaso, Karapanã, Tatuyo, Yurutí, Taiwano, Barasana, Kubeo, Makuna, Siriano, e Yurutí. (Acrescentados Letuana, Pisá-mira, e Tanimuka por Hugh-Jones, Goldman 2004.406). Estes povos usam Tukano como língua comum e praticam uma exogamia linguística e virilocal, e assim têm uma unidade regional, mas mantêm suas identidades étnicas por suas distintas tradições religiosas praticadas pelos homens de cada etnia. Porém os Kubeo e os Makuna são as excepções por praticar endogamia linguística (Cabalzar 2000, Goldman 2004.15, 57, Lasmar 2005.53). Estes dois mantêm relações mais estreitas (matrimoniais, rituais e comerciais) com os Tukano, Desana para o leste deles, e os Makuna e Bará. Os Tuyuka mantêm relações de casamento, comércio e ritual com com os Bará, Desana, Makuna e Tukano (Cabalzar 2000).

Os Tuyuka consistem de 15 sibs patrilineares exogâmicos descentes de ancestrais que desembarcaram da Anaconda Pedra. A identidade do sib é conforme da hierarquia dos ancestrais e os papeis rituais. Há uma diferença entre os povoados Tuyuka para o oeste que são mais altas na hierarquia de sibs, com mais prerrogativas rituais e valorizam a descendência e as referências territoriais mais bem definidas, e os do leste, rio Tiquié abaixo que estão mais moveis e desempenham papéis rituais secundários, como "acendedores de cigarro" e "rezadores" do cigarro para o chefe. Há grupos locais, formados de irmãos, valorizam a descendência, são mais alto na hierarquia com territórios definidos. Há outros mais periféricos, mais baixo na hierarquia, como 'servos' por exemplo (Cabalzar 2000).

Os sibs, Cachoeira Comprida, Fronteira e Pupunha, que valorizam a tradição construem malocas maiores. Estes são os grupos mais alto na hierarquia que realizam ciclos rituais anuais, nos quais existe a caixa de adornos plumários, usados nas 'danças dos velhos' e um cantor ou mestre de cerimônia (bayá) reconhecido. Estes sibs mais altos praticam a exogamia linguística e se casam com mulheres de mulheres de sibs mais distantes. Os mais baixos de São Pedro, Bella Vista e Açaí se casam com mulheres de grupos mais próximos. As distinções sociais são indicadas pelas posições dos povoados entre o rio maior onde moram os sibs mais altos na hierarquia e os igarapés os sibs mais baixos (Cabalzar 2000). Três tipos de construção das casas, da maloca grande para a casa de pescador simples, indicam as distinções entre os grupos. Mas na prática atualmente, o estilo mais simples é usado porque a maloca não é mais usada de residencia mas serve como centro comunal, por isso esta distinção não é mais clara.

Religião: Os povos tucano fabricam instrumentos musicais: o sihoo (Tukano -uma flauta de três notas), perurige (Tuyuka - flauta de pã de oitos ou nove bambus), maracas de diversos tamanhos, ñama-koã ( Tuyuka - uma flauta da tíbia de um veado), ñama-dupoa (Tuyuka- flauta de cabeça de veado), su – um caracol e kuware (Tuyuka) ou goos (Tukano) feito do casco de um jabuti. São tocados para divertimento e nas festas (Moser e Tayler 1985.69). O mestre de cerimônias o baya, toca a lança-chocalho.

Depois de tomar caapi e com os cantos dos bayas ou mestres de cerimonias a música torna-se 'como um coral de elementos harmoniosos'. As músicas, danças e cantos eram ensinadas pelo Deus da Transformação Pamuri Koamaku aos primeiros homens Diatayukuro e Petupõrõ na Casa da Transformação. Aprenderam construir malocas, bendizer os doentes e formar a primeira sociedade. Os Tuyuka crêem que as cerimonias transformam a terra em um lugar frutifico de 'mel e leite'. As festas são realizadas com peyuru ou caxiri; caapi alucinógeno, munõ (cigarrarão de tabaco), os adornos e we ou pitura corporal. Os baias contam as histórias do mundo original.

Há três tipos de festa entre os povos tukano. As caxiris que são encontros sociais entre os convidados vizinhos para dançar em os anfitriões os servem com caxiri preparado pelas mulheres. As ocasiões são a abertura de uma nova roça ou uma nova casa, casamentos, etc. Quando uma criança nasce ela é incorporada na maloca ou esta casa de transformação pela cerimonia Tõkowi. Danças com música são realizadas quando a criança recebe seu nome, quando ela come peixe pela primeira vez e com a iniciação das moças. O 'ritual de dar o nome' chama-se 'Yeriponá baseriwi'.

O segundo tipo de festa é o dabukuri que superam as limitações do exogamia virilocal. São afirmações ritualizadas dos laços entre entre cunhados. Os maridos convidam seus cunhados e famílias que trazem muita carne de caça e novamente os anfitriões fornecem o caxiri. Os convidados chegam ao anoitecer, mas são tratados como estranhos pelos anfitriões e dançam no lado de fora. Somente de manhã eles entram a maloca e apresentam seus presentes de carne, e pouco a pouco dos dois lados se misturam, dançando e cantando juntos. A final come juntos uma grande refeição como uma família unida. As festas de dabukuri celebram a abundância da caça e comida, trazidas pelos convidado e os anfitriões fornecem o caxiri. Chamada de Inajá é considerada de ter origem com os ancestrais, que criaram as forças da natureza e ofereceram peize aos seus avos, as onças, em Iauareté, no rio Uaupés.

O terceiro tipo de festa é de Yurupari e é exclusivamente do sib e seus homens. As flautas e trombetas de Yuruparí, feitas de madeira da plameira representam os ossos dos ancestrais, e quando elas estão tocadas ele é considerado voltar à vida e os que tocam entram em contato com ele. É a afirmação da identidade do sib com seus ancestrais e o momento da iniciação dos meninos que são separada das mães para ser conselhados pelos anciões, ver as flautas sagradas pela primeira vez. É considerados um rito de renascimento, os meninos ficam na posição fetal, bebem ayahuasca ou caapi e são chicoteados pelos kumú, os pajés mais sábios, para serem fortes e depois banhados no rio, para repetir a chegada dos ancestrais pela Anaconda da Transformação.

Os Tuyuka tomou a iniciativa de resgatar sua cultura e produziram os CDs Utãpinopona Basamari. Ë um álbum triplo que celebra a música da etnia Tuyuka e sua conexão ritualística com o divino. Nas palavras da liderança Tuyuka, Poani Utãpinomacu, o trabalho nasceu da necessidade de criar instrumentos de fortalecimento da identidade Tuyuka.

Os pajés do universo pode afligir os homens com doenças e trovão, seus espíritos são representados pela lagartas. Uma cerimonia é necessária para apaziguá-los através de benzimentos.

Cosmovisão: Os Tuyuka crêem que sejam descendentes da Anaconda de Pedra ou Cachivera. Deus da Transformação Pamuri Koamaku transformou a terra que era cheia da morte e tristeza em um mundo de leite, doce como do peito da mãe, 'de leite e mel' onde habitavam os primeiro homens. A maloca representa a casa da transformação e este mundo de leite. Era purificada com breu e cera de abelha com os Tuyuka fazem hoje.

O deus dos brancos que veio através de missionários condenou todos os conhecimentos como obras do Diabo, crêem muitos dos Tuyuka hoje em dia. Rejeitam que 'há um só chefe Jesus.' Perderam o conhecimento do mundo original Utapinoponã. Mas o alto nível de alfabetização é creditado aos salesianos com seus internatos.

Comentário: SIL trabalhou entre os Tuyuka desde 1975 e Janet Barnes e outros produziu muitos estudos sobre a língua.

Bibliografia:

CABALZAR Aloisio, 2000, 'Descendência e aliança no espaço tuyuka. A noção de nexo regional no noroeste amazônico'. São Paulo: Revista de Antropologia, vol. 43. No. 1.
 CABALZAR, Aloisio, 2006, (redator) Povos Indígenas do Rio Negro, uma introdução à diversidade socioambietal do noroeste da Amazônia brasileira, São Gabriel da Cachoeira/ São Paulo: FIORN-ISA.
 CARDOSO, Walmir Thomazi, 2007, O Céu dos Tukano: Construindo um calendário dinâmico, PUC/SP.
 ISA – Instituto Socioambiental, www.socioambiental.org..
 MOSER, Brian e TAYLER, Donaldo, 'The Cocaine Eaters' em The Hidden Peoples of the Amazon, London: British Museum, 1985
 Utãpinoponaye Basamori‚ 2003, capa do CDs, ed Aloisio Cabalzar.
 WRIGHT, Robin M. 2005, História Indígena e do Indigenismo no Alto Rio Negro, São Paulo: Instituto Socioambiental.




Organização social - Tuyuka


Os sibs tuyuka
 Os Tuyuka, assim como todos os outros grupos indígenas da região do alto rio Negro (incluindo os Maku e os Aruak da bacia do rio Içana-Ayari e do rio Xié) e do rio Pirá-paraná, são constituídos por grupos de descendência patrilinear nomeados e hierarquizados (os sibs ou clãs). O que mantém a estrutura é a noção de uma ancestralidade comum. Partindo do âmbito do grupo linguístico para seu interior, essa noção é permanentemente atualizada por meio de procedimentos rituais.

Os Tuyuka distribuem-se atualmente em quinze sibs. Alguns, não mencionados no quadro abaixo, ainda são lembrados por seu nome e por suas relações com outros sibs, mas estão provavelmente extintos. À pergunta “mʉ yabu wame?” (“qual é o nome de seu sib?”), os Tuyuka respondem, de fato, o nome do correspondente sib; o termo yabu é o que melhor se aproxima, em tuyuka, da noção de sib.

Habitações de ontem e de hoje
 Os grupos locais tuyuka de hoje não se inscrevem mais nas fronteiras de uma maloca. Até 1970, ainda era comum no lado brasileiro (caso de São Pedro, Puniya e Ilha, acima de Cachoeira Comprida) a construção da maloca, usada tanto como residência por parte do grupo - geralmente de seu chefe e a respectiva família, com os filhos casados e alguns agregados - quanto como centro da vida local (em certos casos, supralocal) e em torno da qual orbitavam eventuais casas e sítios menores. Durante as cerimônias mais importantes do ciclo ritual anual, a maloca recebia pessoas de vários lugares, entre parentes da mesma língua e aliados. Para obter mais informações sobre essas cerimônias, ver Ritual (na seção Etnias do Rio Uaupés).

Podemos atribuir as mudanças que se processaram entre os vários povos da região, em certa medida, à intervenção contundente dos missionários salesianos, por exemplo na insistência dos padres no abandono da maloca. Entretanto, essa interferência não se deu por igual. Nos povoados tuyuka localizados na Colômbia, as malocas continuaram a ser construídas, uma vez que a presença de salesianos era ínfima e a atuação dos missionários javerianos foi tardia e branda, iniciada na década de 1970. Mas mesmo lá se verificou o advento do “povoado”, isto é, a ruptura da maloca como moradia comum a todo o grupo de parentes (patridescendentes) co-residentes e sua dispersão em casas familiares.

As malocas foram e continuam sendo construídas por trabalho comunitário e nelas se realizam os rituais e cerimônias do grupo local (caxiris, dabucuris etc.). Entre os Tuyuka que vivem no Brasil, a ausência da maloca gerou dificuldades, uma vez que as práticas rituais, que nela tinham seu espaço por excelência, continuaram sendo realizadas. Foi preciso construir outros tipos de casa, que preservassem algumas estruturas necessárias para a prática das danças rituais.

Passado o período mais intenso da atuação missionária, as malocas voltaram a ser construídas, agora como centro de rituais e de convivência do grupo local, com a realização de refeições comunitárias, reuniões e assembléias das associações, encontros e hospedagem, além das festas tradicionais.

Em 1995, foi feita uma maloca em Cachoeira Comprida, que passou a ser o centro ritual dos Tuyuka por vários anos. Em São Pedro antigo, Pikõroaburo, havia uma palhoça que depois foi adaptada para maloca. Uma outra foi construída posteriormente, em Mõpoea ou São Pedro novo.

Hoje no Tiquié, em ambos os lados das fronteiras nacionais, os grupos locais são formados por vilas de casas, com uma casa comunitária e algumas outras benfeitorias, como prédio da escola, posto de saúde e capela. No alto Tiquié, as malocas estão presentes em todos eles, sendo algumas habitadas no lado colombiano, mas junto com outras casas.




Língua - Tuyuka


Língua tuyuka
 O tuyuka é a lingua dominante nas comunidades desse grupo do alto rio Tiquié e alto rio Papuri, usada nas reuniões comunitárias pelos homens e jovens, língua padrão para transmissão dos conhecimentos do grupo, o que restringe aos homens o acesso a certos conhecimentos e a certas formas de comunicação, próprias do seu grupo linguístico.

Mas o grupo local é também lugar de uma pluralidade de línguas faladas pelas mulheres que se casam com os homens tuyuka. No âmbito doméstico, a criança tuyuka fala pelo menos duas línguas, a do pai (tuyuka) e a da mãe (tukano, bará, dentre outras), tendo mais intimidade, inicialmente, com a língua da mãe. Esse fato garante a persistência do multilinguismo. Na socialização da criança deve-se levá-la a compreender que há mais de uma subcomunidade lingüística no seu campo social. E a, progressivamente, substituir a língua da mãe, pela do pai.

Multilinguismo na região do alto Tiquié
 O multilinguismo característico do Alto Rio Negro e Uaupés combina, na região do alto rio Tiquié, falantes sobretudo das línguas tuyuka, tukano, bara, yebamasa, além do português e espanhol, conforme o grupo local se situe do lado brasileiro ou colombiano da fronteira, e do hupda (população Maku ou Nadahup).

No censo lingüístico realizado no ano 2000 no alto rio Tiquié observou-se comunidades onde são faladas cinco línguas, até comunidades onde são faladas doze línguas diferentes, resultado principalmente da exogamia linguística (regra que exige que os cônjuges sejam de diferentes grupos de descendência e, portanto, linguístico).

Tendências de tukanização e política linguística entre os tuyuka do alto Tiquié
 Enquanto existe, na região do Uaupes como um todo, cerca de 20 mil falantes da língua tukano, as outras línguas desta família – tukano oriental - são faladas por populações menores, predominando em regiões mais limitadas, como é o caso da língua tuyuka.

Em algumas comunidades ou grupos locais tuyuka localizados em território de ocupação tukano, crianças tuyuka começaram a deixar de falar sua própria língua, usando mais o tukano. Os Tuyuka do igarapé Onça, assim como os do Cabari, estavam abandonando o uso da própria língua, substituída pelo Tukano. No caso do igarapé Onça, o processo começou a ser revertido com a participação dos moradores da comunidade na Escola Tuyuka, onde foram matriculados crianças e jovens. Já os Tuyuka dos igarapés Cunuri e do Pirá (na Colômbia) sempre mantiveram sua língua, embora habitando em áreas de predomínio da língua makuna.

Mesmo nas comunidades tuyuka mais centrais, devido à proximidade e influência da língua tukano, os jovens vinham usando mais a língua tukano entre eles. Quando alunos tuyuka frequentavam a escola de Pari-Cachoeira para cursar a segunda parte do ensino fundamental ou o ensino médio, antes oferecido apenas naquele local, voltavam para casa com essa forte preferência de usar o tukano entre si.

Durante algumas oficinas de política linguística no início na Escola Tuyuka (que surgiu no final dos anos 1990) os Tuyuka observaram outros aspectos que revelavam a diferença de poder entre as línguas tuyuka e tukano. No encontro entre três crianças tuyuka com uma tukano, as tuyuka tendiam falar tukano. Observaram claramente também como o plurilinguismo é muito mais comum nas gerações mais velhas do que nas mais jovens. O que pode ter relação com a tendência de tukanização e também com a influência forte do português em comunidades mais próximas dos centros missionários ou urbanos. É importante notar que processos de deslocamento lingüístico são bastante comuns na região, e já haviam relatos similares antes da atuação mais intensiva das missões e da escolarização (ver, por exemplo, Koch-Grünberg, [1909] 1967).

Caso as tendências de tukanização continuassem muito fortes, poderiam levar ao desaparecimento do tuyuka, como já aconteceu com muitas línguas indígenas no mundo. E também já aconteceu em alguns grupos locais tuyuka que se afastaram dos territórios de seus avós.

Nos últimos dez anos, os tuyuka do alto rio Tiquié estão conduzindo um processo de planificação lingüística, com diagnósticos comunitários freqüentes da situação da língua tuyuka em relação às demais línguas Tukano Orientais e ao português, e ordenando ações no campo da oralidade e da escrita, fora e dentro das escolas. Assumiram, no âmbito das comunidades do alto Tiquié e da escola Tuyuka, a política de estimular novamente a língua (em casa, na comunidade, em escolas etc.).




A Escola Indígena Tuyuka-Utapinopona


Sob a atuação dos salesianos, que buscavam as crianças em seus povoados e as levavam para as missões, os Tukano incorporaram a educação escolar. A partir dos anos 1980, a educação básica (da 1ª à 4ª série) passou a ser oferecida pela rede municipal de escolas rurais, espalhadas por um bom número de povoados.

As freiras Filhas de Maria Auxiliadora, no entanto, continuaram, até os anos 1990, orientando os professores indígenas da região, que tinham em geral o primeiro grau completo. Não havia nenhuma especificidade no material didático e a ênfase no ensino religioso se mantinha. Ao concluir a 4ª série, a maioria das crianças, especialmente os meninos, era encaminhada ao colégio mais próximo (correspondendo aos antigos internatos dos missionários salesianos) para continuar os estudos até a 8ª série.

Como consequência de tal rotina, sobrevinha certo esvaziamento dos povoados durante o período letivo. Alguns grupos domésticos deslocavam-se inteiros para o centro missionário, onde mantinham uma casa. Nem todos, porém, constituíam roças aí, continuando a voltar ao povoado de origem para fazer farinha e buscar outros alimentos. Em alguns casos, uma família cuidava de meninos de diferentes famílias. A estada dos jovens nesses povoados/missões prolongava-se além do período de estudo, já que preferiam ficar ali com os companheiros da mesma faixa etária.

No Tiquié e no Pirá-paraná colombiano, o processo de escolarização em poucos centros - também construídos por padres católicos, mas de outras congregações - foi mais tardio, com início na década de 1970. Também nessa região há o esquema de afastar as crianças cada vez mais de seus povoados, à medida que avançam no estudo, até chegar a Mitú, capital do departamento de Vaupés. No país vizinho, ainda hoje existem internatos, a maioria são laicos. No Brasil, o fim do internato foi visto com insatisfação pelos índios, porque não haveria mais uma instituição para cuidar da alimentação e de outras necessidades dos jovens.

A partir de 1998, um projeto de escola indígena deflagrou importantes mudanças nas comunidades tuyuka do alto Tiquié, sobretudo no lado brasileiro. O contexto era o da crise entre os missionários católicos gerada pelo impasse quanto ao seu modelo de educação, à desestabilização socioeconômica resultante da corrida ao ouro da serra do Traíra, ao rápido esgotamento desse recurso e à emergência das organizações indígenas (em paralelo, à recente demarcação das terras do alto e médio rio Negro).

Em parceria com a FOIRN e com o ISA (Instituto Socioambiental), apoiados pela Rainforest Foundation da Noruega (RFN), quatro comunidades tuyuka do Brasil (São Pedro, Cachoeira Comprida, Igarapé Onça e Fronteira), com participação de comunidades colombianas vizinhas, juntaram-se e assumiram a tarefa de criar uma escola indígena autônoma e condizente com os projetos e decisões das comunidades.

A Escola Utapinopona-Tuyuka adotou a própria língua na alfabetização, e como língua de instrução nos diversos ciclos. A partir de 2001, estenderam o ensino para além da 4ª série (até então o ensino fundamental completo só estava disponível em Pari-Cachoeira). Em consequência do intenso movimento político liderado liderado a partir da comunidade de São Pedro, quase todas as famílias que mantinham os filhos em Pari-Cachoeira retornaram e aderiram à Escola Tuyuka.

Assim teve início um período de relações mais ativas e constantes entre os povoados tuyuka, com frequentes encontros, reuniões, oficinas temáticas e assembleias relacionadas com a escola, contatos diários através de radiofonias recém-instaladas, maior facilidade de transporte com os motores e a gasolina do projeto. Participaram ativamente os moradores do igarapé Onça, que até então mantinham poucos contatos com os Tuyuka de Caruru acima. Esse grupo passava por um processo de tukanização lingüística (i. e. usam mais a língua Tukano que a própria língua), já que, há três gerações, habitava uma área de predomínio tukano próxima de Pari-Cachoeira e São Domingos.

Em boa medida, a Escola Tuyuka inverteu os princípios da escola missionária. Isso se deu a partir do momento em que fez uma série de escolhas: adotou a língua indígena; para incentivar a transmissão das tradições, aproximou crianças e jovens dos mais velhos, em contraposição ao afastamento, geográfico mesmo, entre as diferentes gerações; e passou a tratar de assuntos e temas locais, de interesse das diversas comunidades, em contraste com o currículo missionário completamente exótico aos índios do Tiquié.

Oito anos após o seu início, o movimento político dos Tuyuka vai além da escola. Um dos efeitos da Escola foi conferir visibilidade aos Tuyuka no âmbito regional (alto rio Negro). São Pedro, a principal comunidade tuyuka do lado brasileiro, passou a sediar importantes encontros, com a participação de pessoas de regiões como Içana, Pirá-paraná e São Gabriel. Os Tuyuka também começaram a viajar mais e a participar de reuniões e encontros em outras localidades. Enfim, vivenciaram uma abertura maior para o exterior.

Atualmente a Escola passa por novas mudanças, a região é agitadas por outros movimentos, há maior mobilidade das famílias, outras transformações...





Manaus


Manaus é um município brasileiro, capital do estado do Amazonas, localizado na Região Norte do país. É uma cidade histórica e portuária, localizada no centro da maior floresta tropical do mundo. Pertence à mesorregião do Centro Amazonense e à microrregião homônima, está siituada na confluência dos rios Negro e Solimões, sendo uma das cidades brasileiras mais visitadas por turistas, o que a coloca como o décimo maior destino turístico do país. Destaca-se pelo seu patrimônio arquitetônico e cultural, com notáveis museus, teatros, templos, palácios e bibliotecas. Está localizada no extremo norte do país, a 3 490 quilômetros de Brasília.
É o município mais populoso do Amazonas e da Região Norte do Brasil, com sua população estimada em 2,1 milhões de habitantes, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2016. Em nível nacional, Manaus é o sétimo município mais populoso, depois de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Fortaleza e Belo Horizonte, além da 131ª mais populosa do mundo. É sede da Região Metropolitana de Manaus, a décima primeira mais populosa do Brasil, com 2 568 817 habitantes, representando 1,22% da população total brasileira. Apesar de registrar uma das maiores economias do país e ser um de seus municípios mais populosos, Manaus possui um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) dentre as capitais brasileiras, com 0,737 pontos (considerado alto), o que a coloca na 23ª colocação entre as capitais estaduais do país, à frente somente de outras quatro capitais. Em sua região metropolitana, o índice é ainda mais baixo, com 0,720 pontos, o menor resultado entre as 16 principais regiões metropolitanas brasileiras.
Originalmente fundada em 1669 pelos portugueses com o forte de São José do Rio Negro, foi elevada à vila em 1832 com o nome de Manaos, em homenagem à nação indígena dos manaós, sendo legalmente transformada em cidade no dia 24 de outubro de 1848 com o nome de Cidade da Barra do Rio Negro. Somente em 4 de setembro de 1856 voltou a ter seu nome atual. Ficou conhecida no começo do século XX como a Paris dos Trópicos, devido a sua intensa modernização durante a época áurea da borracha, atraindo investimentos estrangeiros e imigrantes de algumas partes do mundo, sobretudo franceses. Nessa época foi batizada como "Coração da Amazônia" e "Cidade da Floresta". Atualmente, seu principal motor econômico é o setor terciário, respondendo pela maior parte de seu Produto Interno Bruto. Em seguida, o setor secundário, destacando-se o Polo Industrial de Manaus.
Com a sexta maior economia do Brasil por PIB municipal, a cidade aumentou gradativamente a sua participação na composição do setor econômico brasileiro nos últimos anos, passando a responder por 1,2% da economia brasileira. No ranking da revista América Economía, Manaus aparece como uma das 30 melhores cidades no ramo de negócios da América Latina, ficando à frente de capitais de países sul-americanos como Caracas, Assunção e Quito. A capital foi uma das doze cidades-sede brasileiras da Copa do Mundo de 2014, assim como uma das cinco subsedes das Olimpíadas Rio 2016. 



Amazonas AM


Amazonas é uma das 27 unidades federativas do Brasil, sendo a maior delas em território, com uma área de 1 559 159,148 km², constituindo-se na nona maior subdivisão mundial, sendo maior que as áreas da França, Espanha, Suécia e Grécia somadas. Seria o décimo sexto maior país do mundo em área territorial, pouco superior à Mongólia. É maior que a Região Nordeste com seus nove estados, e equivale a 2,25 vezes a área do estado norte-americano do Texas. A área média de seus 62 municípios é de 25 335 km², superior à área do estado brasileiro de Sergipe. O maior de seus municípios em extensão territorial é Barcelos, com 122 476 km² e o menor é Iranduba, com 2 215 km². Pertencente à Região Norte do Brasil, é a segunda unidade federativa mais populosa desta macrorregião, com seus 4 milhões de habitantes em 2016, sendo superado apenas pelo Pará. No entanto, apenas dois de seus municípios possuem população acima de 100 mil habitantes: Manaus, a capital e sua maior cidade com 2,1 milhões de habitantes em 2016, que concentra cerca de 50% da população do estado, e Parintins, com pouco mais de 112 mil habitantes. O estado é ainda, subdividido em 13 microrregiões e 4 mesorregiões. Seus limites são com o estado do Pará ao leste; Mato Grosso ao sudeste; Rondônia e Acre ao sul e sudoeste; Roraima ao norte; além da Venezuela, Colômbia e Peru ao norte, noroeste e oeste, respectivamente.
 Em 1850, no dia 5 de setembro, foi criada a Província do Amazonas, desmembrada da Província do Grão-Pará. Os motivos que levaram à criação da Província do Amazonas foram muitos, em especial, a grandíssima área territorial administrada pelo Grão-Pará, com capital em Belém, e as tentativas fracassadas do Peru em ampliar suas fronteiras com o Brasil, com o apoio dos Estados Unidos. O estado possui um dos mais baixos índices de densidade demográfica no país, superior apenas ao do estado vizinho, Roraima. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2016 a densidade demográfica equivale a 2,54 habitantes por quilômetro quadrado.
 Detém 98% de sua cobertura florestal preservada e um dos maiores mananciais de água doce do planeta, proveniente da maior rede hidrográfica do mundo. A hidrografia do estado, entretanto, sofre grande influência de vários fatores como precipitação, vegetação e altitude. Em geral, os rios amazonenses são navegáveis e formam sua maior rede de transporte. Possui o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) (empatado com o Amapá) e o maior PIB per capita entre todos os estados do Norte do Brasil. A Região Metropolitana de Manaus, com uma população superior aos 2,5 milhões de habitantes e sendo a maior em área territorial do mundo, é sua única região metropolitana. O Pico da Neblina, ponto culminante do Brasil, também está localizado no território amazonense. 



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